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"Dono" de empresa de fachada de esquema milionário de aliado de Lira vivia em favela em São Paulo

  • 04/08/2022

No papel, Adson Lima da Silva, 33 anos, é um empresário de sucesso: ele figura sócio de uma companhia de construção em Maceió (AL), tocada em parceria com a mulher, e que movimenta milhões de reais por ano, inclusive com contratos com prefeituras. É também filho de um empresário do ramo de autopeças, cujo giro chega à casa das dezenas de milhões por ano. Na vida real, porém, a história é outra: Adson vivia numa favela na Zona Oeste de São Paulo, no bairro do Jaraguá. O endereço consta no relatório da Polícia Federal em São Paulo e está vinculado ao CPF de Adson, mas, segundo vizinhos, ele se mudou há alguns anos. A Polícia Federal acredita que Adson seja "laranja" em um esquema de desvio de verbas federais enviadas para a cidade de Rio Largo (AL). Um inquérito da PF reuniu indícios de que o prefeito, Gilberto Gonçalves (Progressistas), teria usado duas empresas para desviar dinheiro federal. Um dos deputados que enviou dinheiro do Orçamento Secreto para Rio Largo foi o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). Em 2007, ele e Gilberto Gonçalves foram alvos da Operação Taturana, que resultou na condenação de Lira por improbidade administrativa (ele ainda recorre).
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